Música

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Ser-nós-Humanos






"Fui bailar no meu batel
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo
Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo"


Fui bailar
em meu "bater"

passando além do mar cruel

E o mar me acusando
diz que eu fui roubando
a luz do teu olhar

essa luz... que sem par
vagava entre as águas 
sem cessar...
sem norte...
sem guia...
sem esperança ou sorte
... de regressar um dia

sem a estrela 
estranha e bela
que entre a noite é mantida
essa que guia, que alumia
assim de novo anuncia
o teu regressar

Salvo de entre o espanto
da treva e do pranto

para acolher de novo
o belo e suave canto...

de bailares por mim
de zelares por mim
tanto...
tanto...

Vem cá ver entretanto
depois de teres passado por tanto
se o mar que era acusando
terá em si razão
se o meu estranho pranto transformado em voz e ilusão
quando agitando o meu escuro e alvo manto

te trouxe de novo à costa
de entre os rochedos e dos negros segredos
que o mar teceu em teu derredor

vem ver dançar o meu coração
vem ouvir cantar sua voz de amor maior...





Quando entre dois olhares reflectido é assim doado…
Ver, sem querer sendo assim olhado de um outro lado

Não sendo entregue assim, seria como olhar roubado;


Ver na Vida em ti e em mim o que é assim outorgado;

sábado, 20 de setembro de 2014

Flores do (além) a mar





Quando tenho sede de te ver
Pesando tanto o te esquecer…

Procurando em cada linha em cada estrofe
Em cada movimento que nos move
O te recordar e evocar




Em silêncio te tocar
O te descrever…

 sem te ver…

sabendo-te
Sem te poder tocar…

Ou olhar…



Ou entre beijos…

te abraçar…

Sentindo-te
E tendo-te…

Sem em verdade
te poder amar…

Amando-te…



Quando a alma chora
E o único que pretende é sair
E ir
Porta fora



E subir
De novo voltar

Ao seu terno
eterno lugar…



Quando o calor e o frio
Vão mais além do que o brio…

De ser assim
de em ti estar…

E em ti morar




Em ti, por ti

Através de ti vogar…

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Qual o amor maior, qual o caminho do ser superior - qual a melodia interior - que te chama e te embala - em louvor..



Qual a natureza da anima humana
Qual a certeza que nos motiva a avançar
Neste mundo nosso que preza
Todo o passo e poder que se possam contar…

Qual a alma humana
Qual a divina essência a  se achar
qual a fonte antiga e submersa
que por dentro da alma nos dá de beber

….sem se notar

Qual essa antiga presença
Que nos abraça e ampara e rodeia

Em nos por vezes tão cheia
que quase se pode tocar…

Como o ser que se ama
E nos olha sem mais duvidar

Como o abraço que se entrega
sem pensar

Como a brisa que nos trespassa
e nos embala
ao mesmo tempo

sem nos deixar de falar…
por dentro
respirando
Atento

Qual o ser que nos anima a avançar
qual o seu divino fundamento
qual o seu alento
Teu, o meu sustento
O nosso alento juntos
em beijo velado a se partilhar?...

Quem nos guia e a anima
a regressar avançando
em velocidade de gente
Nos entrelaçando, quem assim
regressa ao seu eterno lugar?...

Quem recorda,
ou lembra,
ou está prestes

 a despertar?

sábado, 13 de setembro de 2014

SERES HUMANOS (SOMOS)




Ser Humano é…

aqui começa a prosa, a poesia e a ciência a duvidar…
Ser Humano… estar… num certo estado de latência
Dessa nova estranha consciência assim a despertar;

Seres Humanos são…

Mãos que entrelaçam entre braços que se abraçam…
Um mesmo Coração que em coração assim se sente…
Além do Mundo aparente, entre tanta e tanta gente…

Nessa sua máscara garrida, vestida para impressionar;


SERES HUMANOS 
SOMOS
(o vejas por onde o vejas)

Quando entre dois olhares é reflectido, dado;
Quando é comprado, por finas pérolas doado
Quando é forçado pela força é assim rasgado


Se não for entregue assim é o olhar roubado;

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Transmutação - alquimia de Vida no puro coração - devoção, aspiração, vocação - amar além de Eros e Philos o que paira entre nós já no ar






E assim aqui andamos- ora na orla, ora na crista , ora na cava – desta melodia florida- escrita para quem souber ler – traduzida para revelar – como todos os caminhos têm um centro – um ponto de partida e uma meta a alcançar...

E como os sentimentos – em roda viva- se levantam e se põem a rodar – em de redor dessa pedra aquecida, desse coração novo -  Vida – em si investida – como mosquitos em volta da candeia que mais não se vai apagar…


E um a um caem no fogo brando, no fogo branco – para se sublimar – e lentos, lentamente se transformam – nesse algo suave… etéreo – que nos permeia e nos faz ao fim “levitar”…

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Al quim ia - ir e voltar sem sair do lugar - mil e um mundos por dentro a se mostrar

A força que liberta
A ciência certa





Mais além da porta – já aberta – uma luz entra e nos refaz
Uma luz que dissolve a treva, que nos mostra a nossa face
A face vera e bela – que por dentro nem treme nem teme
Essa que, dormente, é ternamente presente, essa donzela

A que zela, passando o dia e a noite em vela,
A alma inteira guarda, transparente aguarda,
a tua opção, coragem que advém do coração
Uma força que não se comanda em vontade;

Nem se ergue
Em contra da essência
Da sua própria verdade

Com compaixão, vai mais além da verdade
Essa que no dia se esta acostumado a ouvir
Essa que marca a pauta da saudade
Do mundo interior, o que pode advir,
desse algo maior que fala do Amor…
Esse que sabemos assim existir

Vem desse nosso mesmo centro
Templo além do tempo e idade
Vem do Ser sem sequer saber
Vem do estar sem sabe estar
E mesmo assim permanecer;
Esperando
– procurando –
no mesmo lugar –
se prolongando

Dois seres num mesmo lugar
Que se encontram e juntam
E assim se casam sem cessar

Vêm ambos assim se entregar e mergulhar;
Entre espaços que se repetem sem cessar…

Entre os tempos se perseguem…
No centro a reencontrar seguem
A fonte e a origem, a força e vida

Eis nascente de água pura, fluída
dentro nos de novo a se vivificar,

Eis a donzela dormente
Na sua torre em rio corrente
Transparente como o mais puro cristal






Esperando assim ser prendida
Ainda que silente adormecida
Chama da coragem incontida;

Ainda ausente o fogo branco
 Vermelho e vivo esperando;
Se transformado regenerando
além do que te digo cantando

De novo se transformando;
Em chamada pura e original

Eis a transmutação real
No Cálice original
Da água da alma que flui
Em vaso de cristal

E da coragem que se propõe;
Nem se limita nem se impõe;

Ao Ser de sua essência igual…

(excertos de poesias - Do betão ao coração - Flores de Luz - Um livro por uma causa)

domingo, 24 de agosto de 2014

Tempus Fugit...



Victor – Médico Cirurgião – Voluntário da AMI – em Dili – 2005
Sala do Hospital Nacional de Timor

“É o tempo e a dedicação que deste à tua Rosa que fez a tua Rosa Especial” 
– in – Principezinho de S. Exupery

(se o podes dizer por palavras tuas - estás à espera de quê? 
de ir a Timor e ver 
o que tens em teu próprio lugar à espera de acontecer?...)

Cuidar significa, traduz, identifica:

– dar atenção – qualificar…

tu
o teu objecto de atenção
Humanidade a dealbar


(coloca aqui a tua foto - entender que o reflexo de quem és é aquilo que estás a ver)


Se as latas por uma razão – têm causa para se manifestar


gerar tempo para ter tempo para se partilhar


Palavras para quê, se amar é dos simples a fé…

O tempo e a qualidade
Do que pudemos partilhar
Dá origem ao mundo novo

que tu também podes criar…