Música

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Uma só voz II


Palavras para quê
se um abraço
em si
se num regaço
esse algo antigo
já mais baço
mostra o seu sim...
mostra o aconchego pleno
mostra
o lugar sereno
de onde nasci
de onde advém a força
do que digo
e do que palpita em mim...



Se…

A voz
Que por dentro ecoa
Fosse a mesma voz
Que por dentro ressoa
E que ainda não se vê…

Se…

O que se sente
Obriga
A ir além
Da triste sina

E sentir
Que o que nos anima

Está bem perto
Sem que ninguém
No lo diga..

Sabendo-o…
Sem o saber…

E algo  nos leva
E eleva
Além do medo
De estar sós

Entre tanto ser
que passa
E se encontra
Sem o  transparecer


Perdura
O sonho
De outrora

De encontra a mão
Que sustém
Uma vida
Entre tantas vidas

Iguais
Repetidas

Fazendo-as únicas
Assim vividas
E levando-as além…



Cantar a voz
Que assim nos faz existir
Entrelaçar em nós
Esse eterno porvir…

E deixar-se levar
Além dos berros
De ocos momentos

E navegar

Sobre esta nossa
magia
Essa maré
Antiga

Já mais escura
Ou fria

E ir além daquilo
Que
Tendo sido
Esquecido
Mais
Não se pode
Agora
Temer…


São as palavras
Nas minhas
É o teu
No meu

O que outrora sonhavas
E entrevias
Feito ecos
De vozes
De outras
Nossas melodias


E músicas
E presentes

Já mais
Esquecidas

Por se encantarem
E soarem
Nos ecos
De risos
Suaves
Reflectidos
Noutros cantares
E em outros olhares
Fogos
De vida
Que assim
Se fazem
E assim se mostram
Ainda
Sem se ver…

Eis o caminho
Que a vida
Nos vem oferecer…


Aves que voam
Entre poesias
De vidas
Poemas
Escritos
Nos céus
Do nosso querer…

Aves amigas
Que pairam
sobre as vagas
daquilo
Que ainda
pode acontecer…




Y da nada
fazer sonhos
e do mar antigo
além da bruma escrito
trazer
os retoños
vivos
gotas de vida
que desenham
através daquilo que digo...

são os versos
de ser amigo
são coisas mais frias
e com chama
de fogo vivo...

sentidos
e sentimento
que escorrem pela cara
de quem é vivo
e que traduzem
o eco antigo
e maior
e sustento

sal
por dentro

maré viva
de sentimento...

trazer
a nós
o que nos faz ser
uma 

e só 
voz...




Palavras ao ser interno... palavras ao vento ou a o seu lume aberto... I


A coragem de ir além dos medos... juntos... revelando os mais profundos segredos - que a vida ainda tem a nos contar...





O alimento ou sustento dos novos tempos

Se mil fogos adem sem se ver… na alma de acda ser que faz deste lugar – Porto de gRaal…

Se cada veleiro – que sobre o mar Navegar – tiver em si – uma vela – de chama pura a inflamar…

Se Cada leme – para uma estrela

Em direcção Norte apontar…

Passar além da sorte…
Sentir
O Mundo…
A correr

Devagar…


Uma luz de vida
Na alma sustida
Espera
A tua palavra amiga
Para se manifestar…

Paquenas
Palavras
Que elevas
As luxes frias
A luzeiros
De vidas
Por dentro
Do ser
A palpitar
E sobre as águas
Do Medo
A passar
A passar
E passar…





Fogos interiores, 
cantados de mil formas
traduzindo
mil amores
que se cantam
e entrelaçam
e elevam
as horas

e nos cantam
sem que nos doa
uma outra forma

de ser senhor
ou senhora

da vida
que em nós mora

e que nos diga
de forma sapiente
ou intespetiva

que há sentido
a lém da linha

que o horizonte
em nós gravou umdia...

seja um Sol
seja num
Novo Luar
de amor

seja uma nova forma
de louvor

um abraço
antigo
e
do medo
anterior

essa força
pura


nasce
e ressurge

desde 
o verdeiro interior...






quinta-feira, 10 de abril de 2014

Corações - parte II - das razões (histórias sem fim - que as crianças cantam.. em ti.. e em mim)



"Dois corpos
despidos
abraçados
no nada"









As razões além das razões

"y el canto de todos
que és mi próprio canto"


O pensamento voa
– nas vagas do vento –
ecoa…




" e uma asa, voa, em cada beijo teu
esta Noite sou
Dono de Céu
...
e não sei
quem

se
perdeu"

E se faz mais…

Vai além – do que o sustém…
 e se integra –
numa outra forma de regra…
 que nos ajuda – a nós
em essência
de novo
a voar…

Ser livre e amar…
estar preso e voar…

Eram frases antigas
Ditas por rapaz
Ou rapariga
Que se iniciava
Na arte antiga

De encontrar

Na sua vida
A perspectiva
Sob outra forma contida
Noutra cara
Noutro olhar
Luz antiga
Guardada
De novo a revelar

Assim anunciada
Assim prometida
Assim liberta
E mais não contida
Assim por nós transmitida
De boca em boca
De olhar em olhar
De ser em ser
De estar em estar

Antes
Era assim reflectida
Agora
De novo
Vivida
Por nos
Entrelaçada
Por nós
Reencontrada
Por nos sentida
Como ansiada
Esperando

Além da porta do nada



"Y en el subtil abrazo de la noche
sepas lo que siento...

... sueños de la nada...."




O Entrar

E por dentro

Do Ser

De novo
Se
Libertar






quarta-feira, 9 de abril de 2014

Complementar... Complenamentalidade... Lugar... Poemas sem idade... em ti... em mim.... a se mostrar




Que as linhas rectas – 
na espiral – 
ajudam a elevar…

os corações…
de alguns ou milhões
para uma meta Universal…

Cada qual
Sua forma de aprender
Cada quem – sua forma de o “saber”

Cada um – seu passo em comum

Cada ser
Uma forma diferente de o fazer valer

Cada par – uma nova experiência de mundos a entrelaçar

Cada ser grupal – um regresso pleno – pouco a pouco ou devagar…

Cada grupo a levar – uma forma de caminhar – 
entre todos a força viva – 
sem dono – nos anima –
 a ir cada vez mais – 

sem fugir… 
simplesmente integrar…

O que outrora era
E que hoje
De novo

Se está a anunciar…



domingo, 6 de abril de 2014

A Flor de Água - reflexo da luz interior... força da Luz Maior...


uma semente
Esquecida

Durante tanto tempo
Nessa terra fria

De novo a se erguer
E iluminar

Entre as vidas 
que aqui já havia

Num certo roseiral
a gente se erguia

E uma flor de luz
veio asism repousar

Nas águas que a luz reflectia
essa luz branca
singela
que se não via

quente por dentro
fria pro fora
para quem a tocar..

Uma rosa 
de água fria
que traduz

A vida nova
que se não via

Latente
Já 
aquém
e
além 
da mente

Convidando
mais 
mais gente

A palpitar

O que dentro
Esteve 

sempre 
presente

E agora
Por fora



também

poderá

assim

despertar…


basta ser
sentir
"saber"
e partilhar

basta estar
e deixar 
essa luz viva
desde dentro
brotar

e essa 
nossa
Rosa 
amiga

por fora

pouco a pouco
florida

assim se
manifestar


sábado, 5 de abril de 2014

Ecos de vida... uma nova forma de ser criança... e saber estar...

As coisas da vida que se entrelaça

As palavras que a mente alcançam
E que o coração vivo ajuda a recordar…

A sua essência esquecida
A sua intenção vencida
De novo erguida

Pela força em nós contida
Pela presença
Que em nós respira

E aspira

A se elevar
Seja dia a dia
Seja num mesmo dia

E se conjugar
Com o verbo maior
Que nos ajudou a despertar

Com esse algo de dor
Que se faz eco ao levantar
Como esse algo de louvor
– ajudando
De novo

Entre tanto povo

A assim recordar
Que as palavras

Escritas
Que as melodias
Entre linhas
Ditas

São as poesias
Que evitas

Em ti
E em mim

Conjugar
Recordar
Voltar a ser
E assim
Despertar

Latentes
 presentes
Ausentes
Agora de novo
Podentes

Para assim
Se poder manifestar…

Quem entrelaça
O ar
Quem o faz soar

Em notas e novos acordes
Seja a tua boca nobre
A se ligar
Ao coração que descobre
A sua própria forma
De ser
E estar

De traduzir
O eco pobre
Como o fino e luzidio
Raio de sol ou luar

Se transforme o teu brio
No mar a encantar

Sejam as vagas que se erguem
Sejam
As humildes ondas
Na praia a sibilar…

Coisas que a tua vida respira
Coisas que a nossa vida convida

E entrelaçar
A entretecer
Devagar

Para que quem assim
Se ilumina

Assim possa
Também celebrar

E festejar
Na distância
Sem apenas se tocar

Sem se ver
Conhecer
Ou pertencer

Inicia a idade do Ser
Pouco a pouco
Ou de vagar

Ou da forma
Como te foi dado
Nos foi dado
A mostrar

O teu dom
é o tesouro

A tua vida
O tal ouro

E o ar que partilhas
Uma forma de contar

O  que por dentro nos unia
De novo   a despertar

E algo que parecia
Numa palavra
Separar…

Sibilas
Sem Sibilar
O que outras gentes
Souberam outrora contar…
Estar presente
Estar lá
Ser
e
Assim crer

Plenamente
Que entre nós
Há vínculos
De vida
A festejar

E assim
Em silêncio
De pois evocar

Seja no sono
De sonho
Que te traz

Mensagens
De algum outro lugar
Seja ao recordar
O que aconteceu

Devagar
Nesse lugar
Nem teu nem meu
Onde acordamos estar…

Nesse lugar
Nesse tempo
A partilhar

Sem mais nada
Sem uma pauta marcada

Simplesmente
Por que

Quem lá estava
Se uniu
E celebrou
E se levantou
E foi
Porta fora
Crendo
Ou assim ainda não sendo
E sustento
A vida
De novo
Os chamando
Para uma forma nova
De ser e estar
A despertar

Entre quem assim crer
E assim possa
Em si
Manifestar…

Sem mais pregar
Sem mais convencer
Transformar

Simplesmente
por convergir
Devagar

Neste ou naquele lugar
E assim entrelaçar
Além do medo
O que a própria vida
Se encarregou de te outorgar…


Instituídos
Instituídas
Como poetas
Poetisas esquecidos

Melodias de sempre
Que entrelaçam além da mente
O que nos foi dado a manifestar….

Que entrelaçam
Em si
Novas vidas

E que vão
De mão em mão
Um milhão
Um abraço
Directo
Desde o coração

que trespassa

A couraça

Da mente ilusão
E por dentro
Abraça

E assim tresvasa
Em palavras de vida
Em lágrimas de alegria
Em segredos contados
Sustidos e prezados
Em coisas tãosimples
Como a palma da tua mão…

E assim ofertados
Como presentes
De momentos sagrados

Assim partilhados
Como rimas entrelaçados
Por teus olhos nivelados
Por teu ser lidos
E em ti feitos novos fados..

E assim desenvolvidos…
Assim de novo cridos
Assim levados
Para todos os lados

Por quem assim comungou
Sem sequer se ter recordado
Tão simples
Mente
Presente
Tão suave
E tão sublime
Mente ausente
Assim se faz rio corrente

Contando
Cantando
Celebrando
A vida
Em todos nós
Presente

Sem mais intenção
Partilhar
Ser
E estar

E – pouco a pouco
Subindo ou baixando

O tal “tom”
Da melodia
Da vida
Que cantava esquecida

De novo ouvida
De novo revivida
De novo surgida
De entre as águas

E elevada
Pelas águas que cantam
E encantam
E se abraçam
Sem se ver
Sem tocar
Sem querer…

Simplesmente por o ser

Entre quem assim ouviu

com atenção…

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Palavras de Vida









Homenagem à vida…

Quando o silencio impera… e o dia cinzento traz em si o conteúdo da era…

Quando o que se vê já mais não comanda… nem motiva… nem encanta…
Quando assim se revela… um suspiro… outrora uma quimera…

Um silencio já mais frio… que nos diz… de forma amena… sincera…
O que nos une por dentro e nos faz ser…
De novo…
O futuro daquela promessa que – primeira – assim nos gera…

Entre meias, duvidamos ou perseveramos… em silêncios subtis nos encontramos

Sabemoos o que procuramos – por isso nos agregamos…
Sabemos onde nos encontramos – e quanto ainda esperamos…

Sentimos esse mundo novo
Surgir
Devagar
Como um novo coração
De mundo
“Anima” prenhe de vida
A se manifestar

E luzir…
De momento
Um sonho
Suave…
Uma brisa
Que assim se esbate…

Até – um dia – em ti
E em mim
Que assim aspiras
Se concretizar



Neste momento
Já é possível
Em pensamento
Em sentir
Suave e subtil
Um toque ao de leve
Sem te tocar
Nem a ti
Nem a mim…

Falar sem palavras, sem códigos de vozes
De sinais
Uma estrada
Entre a estrada..
Como as brumas que se esvaem
Para revelar a porta de entrada
Dessa nova força
Dessa nova era anunciada…




Entre as vozes sem nome
E os alentos que nos fazem
Ir além da vacuidade
Das circunstâncias
Ainda latentes em termos de esperanças
Para conceber que esta nova forma de ser
Nos faz transparecer
O Ser de novo como crianças





Vivas
E plenas

Em si mesmas
Encontradas

Além dos ecos
Que as afastam
De tantas outras vozes assim
Antes
anunciadas

Sejam
Vidas latentes
Presentes
Sejam as nossas

vivas

Sementes

De virtude
assim
Maduradas

Desenvolvidas
 E integradas

Nesse “algo”
Que nos rodeia
Que nos Anima
E permeia

E sustenta
O sonho que cresce 
e assim nos alimenta



Sem que se note
Mais
O que outrora
De forma tão intensa
Nos fazia sentir “de fora”

E que
Agora
É apenas o recordar 
de algo vago
Que se vai apagar…

E deixar o novo
entrar
esse algo
que sendo
por dentro
já paira por dentro
e se pode
incipiente
no tempo
presenta
assim
partilhar

 (...)